sábado, 20 de maio de 2017

Memórias de um Vestido / Memories of a Dress

The waltz of yore seemed to create an atmosphere of candour in the old hall of  the far south province. It was actually a big masquerade ball and she only realized this fact after trying on that same white dress ten years later. 
It still fits her perfectly, however the dėbutant mind has been lifted and uncovered. Just like the masks.

A valsa de outrora parecia criar uma atmosfera de inocência no antigo salão da longínqua província sulista. Na verdade era um grande baile de máscaras e ela só percebeu este fato após provar aquele mesmo vestido branco dez anos depois.  Ainda servia perfeitamente em seu corpo, porém a mente de debutante havia sido erguida e descoberta. 
Assim como as máscaras.



sexta-feira, 12 de maio de 2017

Quer enriquecer? Leia.

O Estado de S. Paulo
12 Maio 2017 | 09h44
O crítico literário e sociólogo Antonio Candido, dono de uma das obras mais fundamentais da intelectualidade brasileira, morreu aos 98 anos. 
Ele estava internado no Hospital Alberto Einstein, em São Paulo, com problemas no intestino, de acordo com Edla Van Steen. 
O filósofo Adauto Novaes, amigo de Candido, disse que ele mantinha a lucidez e conversava sobre atualidades. “Estava muito lúcido, era incrível. A gente conversava sempre. De repente isso aconteceu. A gente perdeu mais do que um amigo, mas o espírito de um tempo. Ele atravessou vários momentos da história, mesmo os sombrios, sem perder nenhum sentido dos valores, de todo o julgamento das coisas. Era de uma sutileza incrível. A dificuldade das coisas que ele escrevia estava nessa simplicidade. Discutia tudo o que estava acontecendo no País. Nunca perdia o fio da história. Ele seguiu o curso do tempo, em todos os momentos do pensamento." 
Autor de livros fundamentais como Introdução ao Método Crítico de Silvio Romero (1944), Formação da Literatura Brasileira (1959), Literatura e Sociedade (1965), entre muitos outros, Candido formou uma maneira de pensar a literatura brasileira que influenciou toda a crítica literária do País desde então.



quinta-feira, 4 de maio de 2017

David Lynch

Compartilho aqui o livro digital "David Lynch, multiartista" no qual colaborei com o capítulo sobre o filme Lost Highway. Pra quem curte o diretor ou simplesmente tem curiosidade sobre, eu recomendo.
Para baixar o livro, só clicar AQUI (você será redirecionado para o 4shared)







Release:

O livro digital David Lynch, multiartista é produto de colaboração entre pesquisadores de diferentes universidades nacionais.
O volume aborda o trabalho do cineasta e artista David Lynch em suas diversas facetas, agregando discussões sobre seus longas-metragens, seu projeto musical, seus projetos em vídeo, seus curtas-metragens, seu trabalho na televisão e suas ideias sobre meditação e criatividade.
A proposta do livro foi reunir textos de escrita mais reflexiva, de voz e linguagem pessoal, sem a preocupação de fechar as pontas discursivas, tal como é de praxe nos formatos duros da academia.
O volume foi pensado com foco em um público amplo de interessados em David Lynch – cinéfilos, cineclubistas, estudantes, fãs – mas temos certeza que scholars também encontrarão conteúdos significativos e um conjunto de informações relevantes.


segunda-feira, 24 de abril de 2017

All this I did without you




Tom Hiddleston lendo uma carta de amor escrita por Geral Durrel para Lee McGeorge. Uma das cartas mais lindas que eu já li/escutei. Em inglês.

Letters Live: http://letterslive.com/letter/all-this-i-did-without-you/

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Nothing but words

there is a constant sadness
inhabiting every attempt of smile.

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memórias perpetuam dores
meio curadas, meio esquecidas
na esquina do antes vivido
um presente por ora, com hora
marcado num futuro
imprevisível.

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domingo, 22 de janeiro de 2017

Lápis


Basta de tapas.

Eu normalmente não levanto questões sociais e políticas no blog, mas defronte as circunstâncias atuais, calar - ou deixar de escrever sobre - é o pior caminho.

Acordo e me deparo com a notícia que a Rússia está com um projeto de lei para descriminalizar a violência doméstica. Sim, você leu bem: des-cri-mi-na-li-zar. Ou seja, aquele velho bordão conhecido e cantado do "um tapinha não dói". Não dói se for consentido (concessão: s.f. Permissão para realizar algo; autorização, licença) mas caso contrário, provoca danos emocionais que doem mais que o próprio tapa.

O que a leis da Rússia tem a ver com a gente? Tudo. Quando um país cogita normalizar um tapa, esta atitute ressoa em todos. Na realidade todas, porque na maioria dos casos o tapa vem do marido ou do namorado. Aqueles mesmos que dizem "eu te amo, prometo que não vou fazer de novo".

Sabe em que lugar o Brasil está no ranking de feminicídios? 
QUINTO LUGAR 
(fonte: Mapa da Violência 2015 - Homicídio de Mulheres -no Brasil )

Os espaços que a violência contra a mulher atinge percorrem todos os becos: da casa da periferia até o lar dos bons moços, engravatados, pais de família, que urrem contra a corrupção de verde e amarelo num dia e no outro deixam um roxo no corpo da mulher.

A lei brasileira tem que ser mais eficaz? Sem dúvida. Mas não silencie. Não podemos silenciar ou iremos retroceder. Se a nossa voz não for mais alta, estaremos compactuando com uma sociedade que foi moldada para as mulheres acreditarem que o valor delas se limita as fronteiras da cozinha.
Um séquito de homens que entoa " ela é louca" ou " essa mulher é histérica" como ordem e progresso, que esquecem do útero que vieram e que violência não se atém somente ao campo físico.

Um tapa muitas vezes derruba, mas mesmo no chão continuamos lutando. Porque é preferível rastejar por uma causa, do que fingir que ela não existe.

E não esqueça que pra levantar, basta que uma ajude a outra. E somos muitas.


                                     Central de atendimento à Mulher





                         SECRETARIA ESPECIAL DE POLÍTICAS PARA AS MULHERES 
                         MINISTÉRIO DA JUSTIÇA E CIDADANIA: http://www.spm.gov.br



sábado, 12 de novembro de 2016

Viva Lima!

O autor homenageado de 2017 na Festa Literária Internacional de Paraty será Afonso Henriques de Lima Barreto.



Jabuti



Pra quem não sabe, o Prêmio Jabuti é o mais importante em termos literários aqui no Brasil. São 27 categorias, entre elas Ficção, Tradução, Biografia, Contos & Crônicas e Poesia.

Alguns dos vencedores deste ano:


Poesia

1º Lugar – Título: Agora Aqui Ninguém Precisa de Si – Autor(a): Arnaldo Antunes – Editora: Companhia das Letras
2º Lugar – Título: Ópera de Nãos – Autor(a): Salgado Maranhão – Editora: 7Letras
3º Lugar – Título: Da Lua Não Vejo a Minha Casa – Autor(a): Leonardo Aldrovandi – Editora: V. de Moura Mendonça Livros (Selo Demônio Negro)

Romance
1º Lugar – Título: A Resistência – Autor(a): Julián Fuks – Editora: Companhia das Letras
2º Lugar – Título: Bazar Paraná – Autor(a): Luis S. Krausz – Editora: Benvirá
3º Lugar – Título: Desesterro – Autor(a): Sheyla Smanioto – Editora: Record

Tradução
1º Lugar – Título: Hamlet – Tradutor(a): Lawrence Flores Pereira – Editora: Companhia das Letras
2º Lugar – Título: Poética – Tradutor(a): Paulo Pinheiro – Editora: Editora 34
3º Lugar – Título: O Sumiço – Tradutor(a): Zéfere – Editora: Autêntica


                       

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Pausa porque hoje é sexta, dia de maldade


Hoje é dia de cheirar muito livro novo.  Misturar prosa e poesia. Passar trote pro Nobel dizendo que é o Bob. Dá spoiler da história pro amigo. Ignorar a nova ortografia e colocar trema em conseqüencia., pingüim e tranqüilo. Perguntar pro atendente se tem aquele livro de capa verde.

É dia de tatuar “tu te tornas eternamente responsável por tudo o que cativas” no braço, de ir no lançamento do livro do Youtuber e gritar que é golpe, de elogiar o texto do colega pra não perder a amizade, de criar pseudônimo, de arrumar a estante em ordem alfabética. De discutir se a Capitu traiu Bentinho ou se o filme é melhor que o livro. Ligar pra editora e perguntar se já leram o manuscrito.

Hoje é dia de ir pra balada com a camiseta do Bukowski porque a do Baudelaire está pra lavar. Confundir Derrida com Deleuze. Tentar usar a máquina de escrever pra ser diferente. Acender um charuto e sentir saudade do cheiro do mimeógrafo. De encher aquele texto com adjetivo, esperar Godot e dizer que sua profissão é escritor.

Hoje é dia de maldade.


quinta-feira, 13 de outubro de 2016

109º Nobel de Literatura

                                 Faltam poucas horas para sabermos o nome deste ano. 
              Sou do time da Lygia Fagundes Telles. Vamos aguardar.
     

                                                   Atualização da postagem:

E o 109º Nobel de Literatura foi para o cantor/compositor Bob Dylan. 
Segundo Compagnon, em seu livro O Demônio da Literatura, "cinco elementos são indispensáveis para que haja literatura: um autor, um leitor, um livro, uma língua e um referente." Uma boa hora para refletir sobre o que é literatura. Talvez não seja uma arte limitante, mas heterogênea e embarque em conjunto com outras formas de expressão. Talvez só esteja solitária em algum canto, clamando por resgate. Talvez tenha se metamorfoseado em algo para além páginas. Não sei. Seja qual for a resposta (se é que há uma) parabéns, Dylan.




sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Robert Darnton e Alberto Manguel





Robert Darnton e Alberto Manguel falam sobre livros. Um bate-papo mediado pelo escritor Sérgio Rodrigues. Pra quem gosta de literatura é imperdível.



Canal do Youtube da editora Companhia das Letras: 


Robert Darnton é pioneiro nos estudos sobre a história do livro. É professor e diretor da biblioteca da Universidade de Harvard. Em seu livro mais recente, "Censores em ação", Darnton recria três momentos em que a censura restringiu a expressão literária. Conheça mais sobre o autor: http://bit.ly/2bHpD71

Alberto Manguel acaba de lançar no Brasil seu mais novo livro, "Uma história natural da curiosidade", no qual mapeia os textos e autores que o inspiraram ao longo de sua vida como leitor. Atualmente, Manguel dirige a Biblioteca Nacional da Argentina, cargo que já foi ocupado por Jorge Luis Borges. Conheça mais sobre o autor: http://bit.ly/2bHqhRX

terça-feira, 6 de setembro de 2016

domingo, 4 de setembro de 2016

O Jogo de Damas

Meu conto "O Jogo de Damas" na Ler&cia das Livrarias Catarinense/Curitiba - a revista já está disponível. É só passar lá. Abraços literários.



domingo, 3 de julho de 2016

Literatura XX/XY

Aproveitando o evento da 14º Festa Literária Internacional de Paraty 2016 que homenageia a escritora Ana Cristina César, colo aqui um pequeno trecho de um ensaio escrito por ela no jornal Folha de S. Paulo, no caderno Folhetim em 12 setembro de 1982. 



Riocorrente, depois de Adão e Eva...
Ana Cristina César

(...)
A primeira vez que escrevi sobre literatura de mulher curiosamente não falei por mim nem de mim diretamente. Usei diversas personas que se contradiziam entre si. Alguém me pedira uma resenha sobre as antologias de Cecília Meireles e Henriqueta Lisboa editadas pela Nova Fronteira. Quando recebi os dois livros, não pude deixar de pensar que estava recebendo para o chá duas senhoras. Anfitriã nervosa, me vi rodeada de convivas variados (e um penetra) num mad tea-party em que a questão era sobretudo o que fazer com as duas senhoras. Evidentemente que a resenha dançou. E ficou assim a minha festa:
Roger Bastide (1) abria com engraçadas perguntas retóricas que estavam secretamente na cabeça de todos nós, tipo "Haverá uma poesia feminina distinta, em sua natureza, da poesia masculina?", extraídas justamente de uma resenha que ele conseguira fazer em 1949 sobre Cecília e Henriqueta. Ele também, trinta anos atrás, ao receber livros das duas, começara se perguntando se tinha algum sentido especial aquelas duas autoras serem mulheres.
Na resenha de 1949, Roger Bastide cedo abandonava suas perguntas como sendo meras dúvidas do senso comum que seria preciso superar pela via da sociologia. E as recalcava com uma velada autocensura e uma proposta final involuntariamente provocante.
Dizia ele, negando que houvesse nas poetisas em questão qualquer traço feminino:

"No fundo, a idéia de procurar uma poesia feminina é uma idéia de homens, a manifestação, em alguns críticos, de um complexo de superioridade masculina. Precisamos abandoná-la, pois a sociologia nos mostra que as diferenças entre os sexos são mais diferenças culturais do que diferenças físicas. Diante de um livro de versos, não olhemos quem o escreveu, abandonemo-nos ao prazer."


5. Diferença alguma

Duplo abandono ele nos propunha. Me lembrou daquela Lebre Louca do País das Maravilhas que oferecia vinho a Alice para em seguida dizer que não havia vinho algum. Nesse mesmo chá a própria Alice se queixava: "Bem que vocês podiam ocupar melhor o tempo do que ficar fazendo charadas que não têm resposta".
Escrita de mulher: uma charada sem resposta?
Só as perguntas são possíveis?
Na minha festa, a preocupação era legitimar outra vez as perguntas do primeiro convidado, 
levar a sério ao menos o impulso de perguntá-las, apesar da sua irônica retórica. Eu não podia simplesmente abandonar as minhas dúvidas. Mas nesse momento entravam em cena outras vozes, as vozes de alguns críticos que, ao contrário do que o sociólogo recomendava, liam nas poetisas uma essencial "delicadeza feminina". Estava travada uma disputa (ou uma armadilha): uns tentando ver a sua idéia de feminino em poesia feita por mulher, outros tentando não ver diferença alguma.
Outras vozes entravam no debate, querendo escapar da armadilha, se perguntando sem parar como escapar dessa. Seria possível mexer com "literatura de mulher" (seja lá o que isso for) sem ocupar o lugar do feminismo nem cair na confusa ideologia do eterno feminino? 

(...)


O link para o texto completo: Riocorrente, depois de Adão e Eva... por Ana Cristina César
O link para a Festa Literária Internacional de Paraty: http://flip.org.br

(1) Roger Bastide: sociólogo e antropólogo francês, estudioso da Literatura Brasileira.






segunda-feira, 4 de abril de 2016

Maya Angelou

Maya Angelou - escritora, poetisa e ativista (1928-2014) 
Uma pequena homenagem ao seu aniversário.


Alguns anos atrás li um homem chamado Machado de Assis, autor do livro Dom Casmurro. Machado de Assis é um escritor sul americano – filho de pai negro, mãe portuguesa – repare, escrevendo em 1865. Eu achei o livro muito bom. Então, reli a obra e constatei: “Hmmm, não sabia que tinha tudo isso aqui”. Assim, li mais uma vez, e de novo e cheguei a conclusão que o que Machado de Assis fez por mim era quase um truque: ele havia me atraído para a praia para ver o pôr do sol. E eu vi o pôr do sol com prazer.  Na hora de ir embora, me virei e percebi que a maré já estava sobre minha cabeça. Foi quando decidi escrever.

Trecho da entrevista para a revista the Paris Review - The Art of Fiction No. 119


domingo, 21 de fevereiro de 2016

Conversa entre Pierre Bergé & Umberto Eco

Conversa (em francês, legenda em inglês) entre Pierre Bergé e Umberto Eco sobre, claro, livros. 
Muitos deles.


      

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Ahimsa

Nas andanças virtuais encontrei o site da Ahimsa.
A Ahimsa é uma marca brasileira que produz sapatos, cintos, carteiras e bolsas, e preza pela produção de forma sustentável, 100% vegana. 


Recomendo.  

Link:   https://useahimsa.com







segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Parabéns, Jorge!

                                                           

                                                            Obá de Xangô


   “Eu acho que o escritor verdadeiro é aquele que escreve sobre o que ele viveu” afirmava Jorge Leal Amado Faria.
   O espírito criador do itabunense desconhecia fronteiras, transitava entre línguas e fazia questão de flertar com tabus.
   Sua famigerada carreira inicia com a tiragem de modestos mil exemplares do romance “País do Carnaval”, ocasião que irá desembocar em outros tantos títulos e traduções para diversos idiomas, içando o escritor ao cargo de guia oficial das ladeiras, ruas e causos baianos.
  Possuidor de um olhar pitoresco diante das dicotomias da vida, não se fez de rogado e embutiu nas palavras uma roupagem distinta ao que havia sido testemunhado até então. Somado a isso, o dom fabulador assinou a carta de alforria para o povo, com todo seu sincretismo cultural e religioso, tornando-o protagonista e não somente mero coadjuvante da própria história.
   Somos postos frente a frente com este vigor através da composição majestosa de suas personagens e dos trejeitos peculiarmente adornados que lhes foram concedidos, da profusão de cores nos cenários percorridos, do encanto que paira em cada página permitindo sentir o gosto da moqueca de Tieta ou do vatapá de Dona Flor, seja dentro de um ônibus em movimento, seja no balanço da rede contemplando o mar.
   Seu poderio literário conquista força com o advento da televisão, onde eclodem imagem e som de cenas antes exclusivas do imaginário, estreitando assim a ligação junto ao leitor, que agora se converte em telespectador do livro outrora lido e com aqueles que previamente não tiveram a oportunidade de entranhar-se nos textos escritos por Jorge. 
  Desde a primeira adaptação de “Gabriela, cravo e canela” em novela com transmissão pela TV Tupi em 1961, que a Bahia de Todos-os-Santos começa a se transformar na Bahia de todos os brasileiros. Estas releituras realizadas para o formato não impresso mantiveram o cerne de apelo popular das tramas propiciando deste modo a identificação dos que assistem as mesmas.
   Vale ressaltar também o papel das figuras femininas nestas obras, uma vez que incorporadas em carne e osso conservaram a essência fértil do chão explorado com os pés descalços e da aura apimentada de menina-mulher, mistura de traquinagem e sensualidade.
   Outro fator que corrobora na migração para a teledramaturgia está em uma narrativa que mesmo fictícia aconchega o real, que enaltece o exótico despindo preconceitos e une elementos que transcendem a barreira do tempo. Ante tal fartura amadiana o público se curva.
   O êxito televisivo da literatura de nosso Imortal Amado confirma a maestria do homem que escreveu e viveu intensamente, não se submetendo ao papel de simples observador. E o cacau nunca mais foi o mesmo.   
                                                                         
                                                                                       Maria Muller   
texto escrito em resposta à pergunta "Por que a literatura de Jorge Amado faz sucesso também na televisão?"