sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Nothing but words I ...

cada traçado teu sinto passar
contornando minhas formas
tua digital em cada vírgula de minha carne
me tens em ti , sem nunca ter me tido
sem nunca ter me desejado

ah, mas eu desejo
e como desejo
nós , a sós
tintas rolariam
línguas se encontrariam
em pleno calor crescente
sem dar a mínima para o poente

serei penitente
pois me recuso
a não sentir teu gosto,
a não ceder ao pecado recente

me deixe entrar em tua morada
a visita será rápida
sem distrações
prometo não falar,
se tu também calar
e assim fazer jus ao que tens para dar.