segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Nothing but...



Minha first love letter.
Decidi omitir o nome do remetente.
Ambos na 3° série, nove anos.
O que se sabe de amor aos nove anos?
Nada.
E hj, aos quase trinta anos?
Nada também.
Lembro vagamente da sensação de leve desconforto estomacal, do coração descompassado parecendo que ia sair boca afora quando o via no pátio do colégio.
A última vez que senti esse "friozinho na barriga" foi na faculdade.
Ainda sinto, não nego.
E mesmo com quase trinta, volto a ser a Maria com nove anos de idade sem saber bulhufas de amor, mas ainda querendo o desconforto que traz conforto.
Bill Gates que me desculpe, sou grata pelas facilidades virtuais ( do Mirc - RIP, ao Twitter - ferramenta a qual não sucumbi), checo o email quase de meia em meia hora esperando a frase "one new message - from: love to: you" , mas , apesar de tudo, ter em mãos uma carta de amor é impagável.
Guardo, com carinho, as poucas trazidas pelo carteiro...ou entregues pessoalmente.