terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Nothing but words... III

fecho minhas pálpebras
pontos de luz na escuridão se formam
minhas mãos flutuam
meus sonhos batem continência

inspiro e expiro
choro e sorrio
amo e continuo amando
sem saber o quê exatamente

a lentidão do rápido
a surpresa da rotina
o paradoxo de ser ou não ser,
esqueça a questão.

vivo e observo
como se não fosse parte disso,
e sim daquilo que dedilho no violão abandonado
surrado pelo vai e vem de impressões digitais do passado
.