sábado, 28 de janeiro de 2012

Nothing but words III...

O Rei dos Girassóis

idílico mambembe
que larga apaixonadas moças mundo afora
que joga buraco na praça
que toma banho de balde
que gosta da mata

meio hostil sem custos
leva debaixo do braço um Alcorão achado
um Sertão Veredas
um prato fundo capenga
e folhas de aspecto rosado

as ceroulas puídas
seu charme não tira
é um fidalgo de alma
a procura de não sei o quê
sem parar nunca

grita ao sete cantos que são oito
ameça o vento mas respeita a chuva
meu desbravador implora-me uma história
disse pra não enfeitar e só escrever os causos que contar
prepare a sela, vamos trotar