domingo, 26 de fevereiro de 2012

Oscar número 84

Estou aqui vasculhando o baú de memórias, checando qual a primeira lembrança que tenho da mais conhecida festa do cinema e confesso que está difícil. A idade já não permite arquivar muita coisa, mas estou tomando as devidas providências: comprei algumas "Coquetel" e comecei a exercitar a área (e também o controle daquela vontade de olhar as respostas atrás).
Enfim, assisto ao Oscar desde pequena e lembro de dormir no sofá porque não conseguia aguentar até o fim da cerimônia. Lembro também quando Elia Kazan recebeu o Oscar honorário pelo conjunto da obra em 1999.
2012 é o primeiro ano em que consigo conferir todos os filmes indicados na categoria "Melhor Filme". O intuito aqui não é me gabar disso, mas sim enfatizar a importância que essas obras têm de por algumas horas nos sugarem da realidade e nos jogarem em momentos, em impasses e/ou situações que nunca imaginaríamos passar. Por um dado tempo somos aquele personagem da tela - sentimos raiva, amor, piedade, alegria, ódio, tristeza. 
Tento conservar o que chamo de "inocência do espectador" , aquele que vai ao cinema, compra seu ingresso e mergulha na história contada sem ficar se preocupando se o roteiro está linear, se a câmera está bem posicionada, se o plano é americano ou se a cena contém erros de continuidade. Infelizmente me pego fazendo isso e é muito chato. Pratico um auto-policiamento constante e hoje a maioria dos filmes eu vejo sozinha - por essa e outras 76 razões. 
Pra mim não há nada como a sensação das luzes sendo desligadas, o leão da MGM , a música intro da 20th Century Fox, da Columbia Pictures ou Universal Pictures ou ainda assistir aquele maravilhoso filme independente e avisar todos os amigos " você tem que ver! "
O Oscar celebra tudo isso - como o festival de Cannes, Berlinale, Sundance, Locarno, o FAM de Florianópolis , o festival de Gramado, a Mostra de SP, a Janela Internacional em Recife , entre tanto outros. Cada um com seus prós e contras, com simpatizantes e não simpatizantes.
Filmes são teletransportes eficazes que eu aconselho usar com frequencia.

             "Cinema não é para entreter, é para fazer sonhar" Win Wenders