domingo, 7 de outubro de 2012

Nothing but words II...


Encontrei esta poesia perdida entre antigos documentos virtuais. 
Resta postar para me redimir da culpa pelo abandono.



Serpenteia ao meu redor 
Simplório comedor de vertigem alheia      
Que incomoda e chateia   
Com seu intrépido odor de perversão 
És sina 
A imagem preferida quando estou em solidão 

Serei entregue a sonhos e afins  
Revolto-me por causa de ti  
Debocha, ri, sapateia 
Marca minha pele com mordidas brejeiras 

Afogaria teu sarcasmo   
Guilhotinaria teu saber 
Matar-me ias de prazer 
Sei disso e me angustio 
Por quê? 

Porque não posso te comprar
Nem com ouro, almíscar ou chá
Um convite lhe faria
Porém, suportar um não
Seria como pisar em cacos de vidro no chão

Então, me retiro do ato
Ciente e grata
Mas faça constar:
Nada e nem um pouco farta