domingo, 20 de janeiro de 2013

Edgar Allan Poe

Parabéns, meu caro.

         
EAP (19 de Janeiro de 1809 - Baltimore, 7 de Outubro de 1849)

Esta é minha homenagem para tantas noites passadas juntos:

o corvo de Poe ainda se faz notar
mas em vez de "nunca mais"
ele, em tom irônico, anuncia: " deixe estar "

voa rasante
tentando surdinamente
apontar para o lado de lá
não posso negar
mais uma vez escuto: " deixe estar "

todavia, quando me viro
só vultos, é o que há
decido ao pássaro perguntar:
"por que tens medo de perto de mim repousar?"
e ele: " deixe estar "

começo a me intrigar,
a me irritar:
"mas que diabos esta maldita ave faz a me rodear?"
perto do velho carvalho, camuflado, ele jaz: " deixe estar "

"se meu gato não fosse vegetariano o deixava abocanhar"
ele agora desata a gargalhar
vou armar a arapuca
agora de uma vez por todas, hei este corvo capturar
meu pesâmes Edgar.



(Maria Muller - 2009)