sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

(des)encontros


Desisti de encontros. A certeza veio na última tentativa, há pouco mais de um mês. 
A paciência para responder as mesmas cansativas perguntas se esgotou. Onde foi parar a criatividade? 
O cara faz ar de mistério, se gaba por entender de vinhos e questiona sobre o colar que estou usando - uma cruz. E lá vem a enxurrada de teorias sobre religião, sendo que um colar pode ser simplesmente um colar. Nada mais. Certas perguntas você faz quando a intimidade permite, não no primeiro encontro.
A vontade sempre é de levantar e ir pra casa ser feliz de pijama sem ter a obrigação de inventar assunto pro encontro "render". 
Não me isento da culpa também, afinal adquiri certas manias com a idade, mas encontrar alguém interessante o suficiente pra despertar o que até então hibernava é uma missão árdua. Tanto que em três décadas de vida conto nos dedos os homens que realmente chegaram nesse ponto. 
Encontros bons fluem naturalmente. 
Encontros bons não invadem o outro com questionários frívolos e sem imaginação. 
Encontros bons esperam o momento certo de acontecer e daqui pra diante eu vou aguardar. 
Ele deve estar por aí, em algum lugar, com o mapa errado em mãos...