quinta-feira, 7 de maio de 2015

William - Soneto 116

Let me not to the marriage of true minds
Admit impediments. Love is not love
Which alters when it alteration finds,
Or bends with the remover to remove:
O no! It is an ever-fixèd mark
That looks on tempests and is never shaken;
It is the star to every wandering bark,
Whose worth's unknown, although his height be taken.
Love's not Time's fool, though rosy lips and cheeks
Within his bending sickle's compass come;
Love alters not with his brief hours and weeks,
But bears it out even to the edge of doom.
If this be error and upon me proved,
I never writ, nor no man ever loved.
–William Shakespeare

“Que à união de almas, sincera,
não admita eu impedimento. Não é amor o amor 
se, quando empecilhos encontra, se altera,
Ou se curva ao mínimo temor.

Oh, não! É o amor marco eterno, dominante
Que encara a tempestade com bravura 
Estrela-guia de toda vela errante
Cujo valor se ignora em altura 

Não é o amor joguete do tempo, embora
Sua foice não poupe a mocidade 
O amor não se transforma de hora em hora

Antes se afirma para a eternidade
Se for isso falso e o engano, a mim provado
Então nunca terei eu escrito, nem jamais homem nenhum, amado”

(desconheço o tradutor - caso alguém tenha informação mariamuller@live.com)